domingo, 25 de setembro de 2016

As folhas já começam a cair. As tardes são mais curtas. É a natureza a restabelecer-se. A tirar as folhas velhas para nascerem as novas. A dormir mais cedo para poder descansar mais. Existem alturas na nossa vida em que também é assim. Há que aceitar deixar ir o velho para o novo poder crescer. Há que lamber as feridas e esperar que cicatrizem. Dormir mais para acalmar a alma. O nosso Outono vem de vez em quando. E isso não é mau. Há que aceitá-lo como uma dádiva da vida. Que as folhas caiam. Estou ansiosa pelas novas e vou adorar vê-las crescer.

sábado, 24 de setembro de 2016

E se te saísse o Euromilhões? Que fazias? Uma viagem à volta do mundo? Compravas um palácio no Dubai? Ou um lugar em Marte? Será que passarias a ser muito mais feliz? Supostamente esta última pergunta deveria ser uma afirmação. Mas como percebeste bem eu disse "supostamente". E digo isto porque sei que o dinheiro pode ajudar, mas não é garantia de felicidade. De que vale ter um milhão no banco e um ente querido a morrer num hospital? Ou mesmo ter uma doença incurável que nem todo o dinheiro do mundo trata. Não ser amado por quem amamos mesmo estando cobertos de ouro. Vem daí o meu "supostamente" apenas pra dizer que o dinheiro não é tudo e não devemos descurar as pessoas que são importantes na nossa vida, nem a nós mesmos, matando-nos a trabalhar para amealhar trocos que nem sequer temos tempo de gastar. Desejo a todos riqueza em amor, depois o resto vem! :)

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Disseram-me que quando tens de tomar uma decisão difícil, onde só tens duas opções, deves atirar uma moeda ao ar, porque quando a vês cair já sabes o que queres que saia. Será assim tão simples? Escolher entre a razão e o amor? Escolher entre a segurança e a instabilidade? Sempre acreditei que o melhor é seguir o coração, mas como segui-lo se ele próprio não sabe a quantas anda. Como tomar uma decisão baseada em quem não sabe o que quer? Será boa ideia arriscar? Tanta dúvida e tanta questão. Uma certeza tenho, qualquer que seja a decisão tem de ser tomada por mim e pelo que eu quero. A vida é minha, o coração é meu e a minha felicidade só depende de mim. Está nas minhas mãos. E é por isso que não vou atirar uma moeda ao ar. Já sei o que quero que saia, apesar do medo tentar disfarçar. Se vou arriscar? É segredo. Talvez um dia te conte! Vou ali ser feliz e já venho! ;)

sábado, 3 de setembro de 2016

Hoje fui ao mar e juntei-lhe um A. 
Ontem fui a Roma e virei-a ao contrário. 
Lá comi uma amora e deitei fora o A. 
E assim o mar se tornou amar. 
Roma e a amora viraram amor. 
E eu fiquei a suspirar!


sábado, 27 de agosto de 2016

Hoje em Amatrice durante os primeiros funerais das vítimas um cão esteve sempre perto do caixão do dono. Foi notícia de telejornal e todos acharam lindo o gesto do animal. É pena que isso não sirva para que mais cães sejam tirados dos canis e que menos sejam abandonados. Mas não é por isso que escrevo este post hoje. Escrevo porque adoro cães, porque sei que mesmo sendo animais irracionais eles têm sentimentos. Escrevo porque quando estava triste o meu cão me vinha consolar. Um cão que morreu há três anos e de quem ainda tenho muitas saudades. Hoje tenho outro, ainda é pequenino e mimadinho, mas não me larga e mesmo que tenha comidinha boa, vem sempre atrás de mim. 
Será idiota comparar cães a pessoas? Estarei a cometer algum pecado? Obviamente que um cão não é uma pessoa, sei disso. Mas inúmeras vezes porta-se melhor que muitas. Um cão não abandona o dono. Não o deixa quando mais precisa. Não o larga num lar porque já é velho. Não o deixa sozinho a chorar porque não está com paciência. Não quer saber quanto está na conta bancária do dono. Não discrimina ninguém. Tanto faz que o dono seja preto, branco ou amarelo. Que seja gay, bi ou hetero. Que vista burquini ou que faça topless. O que importa é que lhe dê amor. E ele também vai retribuir. E com isto digo que sim é idiota comparar cães a pessoas. E sabes porquê? Porque há cães que são melhores que muitas pessoas. E eu amo muito o meu e acho que no meio da linguagem canina dele, ele também me ama a mim. 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Disseste-me que tenho de ser forte. Que tenho de ter coragem. Que tenho de ser isto e aquilo. Mas eu sou eu. Não consigo aguentar tanto “tenho de” … Provavelmente sou fraca e medricas, mas sou assim. Tu é que tens de me aceitar como sou. Eu sou forte quando tenho de ser e ganho coragem quando é preciso. Não sou um muro imponente todos os dias, nem uma guerreira que vai salvar o mundo. Eu sou eu. Sou uma donzela indefesa que quando é preciso larga os saltos e impõe a espada. Defendo-me quando tenho de o fazer e arrisco na mesma medida. Não consigo ser forte e corajosa sempre. Sou chorona muitas vezes e tenho medos idiotas. Eu sou eu. Ou me aceitas assim ou então é melhor deixares-me ir. Deixares-me ser eu sem me sentir culpada disso. Deixares-me ser a Maria, a miúda-mulher sonhadora que chora, mas que também luta. E luta muito!

domingo, 21 de agosto de 2016

Hoje comprei flores. Umas flores rosa e outras amarelas. Preciso de cor. Preciso de vida à minha volta. De um jardim que me faça sentir uma princesa no meio das flores. Que me faça sentir no campo e mais perto de casa. Nasci rodeada de flores. E quero manter-me assim. Posso estar longe, mas um jardim consigo ter. Um jardim cheio de cores. Cheio de flores. Cheio de amores. O jardim da Maria. O meu. Só meu.